Atypical
1ª Temporada
Elenco: Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados), Brigette Lundy-Paine (O Castelo de Vidro), Amy Okuda (How to Get Away With Murder), Keir Gilchrist (Corrente do Mal), Michael Rapaport

Ano: 2017 / Episódios: 08
País: EUA
Emissora: Netflix

Sinopse: Sam é um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência. Nesta jornada, repleta de desafios, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de “ser um pessoa normal” não é tão óbvio assim.

Resenha: Série leve, engraçada e divertida, ao mesmo tempo em que explora os desafios de ter uma pessoa com autismo na família ❤

A nova série da Netflix, assim como 13 Reasons Why e To The Bone (O Mínimo para Viver), aborda problemas relacionados à saúde mental e relacionamentos sociais  e familiares. Atypical une o ambiente escolar de 13 Reasons Why, com a esperança de To The Bone, tudo isso com leveza e autenticidade que a série precisa.

A premissa da série é narrar o percurso de um adolescente com autismo, que descobriu que tem interesse em encontrar uma namorada. Existem vários graus de autismo, por isso, atualmente na literatura especializada, chama-se de Transtorno do Espectro Autista (TEA), a fim de abranger mais pessoas dentro do diagnóstico.

Sam, o protagonista da série, é um autista de alto funcionamento, ou seja, ele tem um grau leve de autismo, que antigamente era chamado de Síndrome de Asperger. Ele tem dificuldade de reconhecer emoções nos rostos das pessoas; de entender dicas sociais, ironia, sarcasmo. E consequentemente ele é excessivamente sincero.

Uma cena muito interessante na série é quando o personagem explica que ser autista não é ter pouca ou nenhuma empatia (dificuldade de se colocar no lugar dos outros), e, sim, dificuldade de reconhecer emoções nas pessoas. Na verdade, ele se sente muito mal em saber que fez outras pessoas ficarem triste, pelo seus comentários.

A série com apenas oito episódios consegue explorar a maioria dos comportamentos típicos de autismo, como ficção em assuntos específicos, no caso dele, pinguins; comportamentos autoestimulatórios, como brincar com um elástico na mão, andar em círculos no quarto; e em um momento de extremo estresse também vemos comportamentos autolesivos.

As sessões de psicoterapia que Sam frequenta também são muito importantes para se entender como agir e explicar as coisas para pessoas com o transtorno. Como ensinar a eles novos comportamentos, estimular a autoestima, autoconfiança e a autonomia, que são os principais objetivos das psicoterapias, de um modo geral.

Os demais membros da família também tem cada um sua própria jornada. A mãe de Sam, Elsa, está em uma jornada para descobrir quem ela é, além de ser mãe de um garoto com autismo; está lidando com o fato de que o filho está se tornando cada vez mais independente e autônomo.

O pai de Sam, Doug, ainda está um passo atrás da esposa, aprendendo a ser pai e amigo do filho com autismo. Como se aproximar dele e estabelecer um relacionamento, algo que vem de maneira tão simples e natural para as demais pessoas, é um desafio contínuo para os familiares.

A irmã de Sam, Casey, também tem sua própria história. Participa do grupo de corrida da escola, e apesar de ser a irmã mais nova de Sam, ela é responsável por entregar para ele o dinheiro do lanche na escola; por se certificar de que ninguém está provocando ele e basicamente cuidar dele durante esse período do dia.

Na medida que Sam vai se tornando mais autônomo e independente da pessoas, Casey também está tentando encontrar sua própria independência de Sam e da responsabilidade que foi imposta a ela, de cuidar dele.

Com todas essas tramas entrelaçadas acontecendo simultaneamente, temos um retrato expressivo e realista de uma família com um integrante com autismo. As dificuldades que a família enfrenta por Sam, relacionadas à inclusão dele nas atividades da escola, aos maus entendidos que ele causa sem saber, às preocupações excessivas da mãe com os cuidados com ele, são dificuldades reais enfrentadas diariamente por várias famílias de crianças com autismo.

A Netflix acerta novamente, desta vez com uma série sobre saúde mental, que aborda o tema de uma forma simples, divertida e leve, ao mesmo tempo em que ensina e fornece a devida gravidade quando necessário ❤

Recomendo para quem gostou de To The Bone (O Mínimo para Viver), 13 Reasons Why (Netflix) e Red Band Society.

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