Título Original: Everything, Everything
Estreia: 15 de junho de 2017
Direção: Stella Maghie
Roteiro: J. Mills Goodloe
Duração: 1h36min
Gênero: Romance, Adolescente
Classificação: 12 anos
Elenco: Amandla Stenberg, Nick Robinson, Anika Noni Rose, Ana de la Reguera, Taylor Hickson.

Eu finalmente assisti ao filme adaptação do livro Tudo e Todas As Coisas! ❤

O livro escrito pela autora norte-americana Nicola Yoon tomou vida sob direção de Stella Maghie, com Amandla Stenberg (a Rue, de Jogos Vorazes) e Nick Robinson (Zumbi / Ben Parish, de A 5a Onda) e estreou no 1o semestre deste ano.

Para quem leu nossa resenha do livro (aqui), deve imaginar que fui assistir ao filme sem muitas expectativas. Depois de tantas adaptações de YA com temas parecidos, vide Se Eu Ficar (Gayle Forman) e Antes Que Eu Vá (Lauren Oliver), o que poderia vir de diferente em Tudo e Todas As Coisas?

A desenvoltura e naturalidade do roteiro foram essenciais para o sucesso cinematográfico da adaptação. O roteiro da adaptação ficou a cargo de J. Mills Goodloe, que também adaptou O Melhor de Mim (Nicolas Sparks). Como a protagonista não pode sair de casa, devido a uma condição de saúde, muito dos diálogos são por meio de mensagens de texto e e-mails. Algo que seria provavelmente difícil adaptar de maneira literal, teve uma solução inteligente e dinâmica utilizando a pura imaginação e mente de Maddy Whitier.

Uma excelente direção de uma diretora negra traz uma visível sensibilidade e beleza à tela em todos os momentos. Ótimas escolhas de cores e cenários também facilitaram para uma fotografia interessante e cheia de vida, quando uma casa é majoritariamente branca.

Os diálogos principais foram preservados quase integralmente do livro e a atuação dos jovens atores Nick Robinson e Amandla Stenberg não deixou nada a desejar.

O maior problema do filme é aquele mesmo problema do livro: na maior parte do tempo, não acontece muita coisa. As maiores cenas e acontecimentos envolvem o romance do casal, não havendo tempo ou interesse em desenvolver as tramas secundárias, como a vida pessoa do Ollie, que tem um pai abusivo; e o relacionamento de Maddy com a mãe também fica pouco desenvolvido; falta de clareza na motivação de Maddy em mudar sua vida por si mesma e não pelo amor do Ollie.

Todo o tempo do filme é aproveitado para mostrar cenas e diálogos divertidos entre o casal, porém depois de um tempo fica um romance meloso e enjoativo, até que finalmente acontece um estalo que dá início à verdadeira trama.

Ao todo, é um filme divertido, com cenas e diálogos fofas, porém com pouca profundidade do relacionamento dos personagens principais com as outras pessoas em sua vida. A direção foi excelente e o roteiro do filme trouxe soluções interessantes para adaptar da melhor maneira possível o material primário e conserva muito dos diálogos originais do livro.

Recomendo para quem gostou de Se Eu Ficar (Gayle Forman), Antes Que Eu Vá (Lauren Oliver) e A Culpa É Das Estrelas (John Green).

6 comentários em “Tudo e Todas As Coisas (2017)

  1. Assisti esse filme em uma viagem de avião e diria que ele é ótimo para ocasiões como essa. Tem romances intensos e dramáticos que são ótimos para assistir em casa e dar uma choradinha no edredom, mas esse é leve o suficiente para prender a atenção sem deixar a pessoa nervosa.
    Adorei, como você, a fotografia e a atuação dos dois jovens.
    Belo post!
    Abraço

    Curtido por 1 pessoa

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