Poster e Data Nacional de Com Amor, Simon e Assédio na Comunidade YA

Esta semana tivemos altas notícias, a 20th Century Fox revelou o poster nacional e data de estreia de Com Amor, Simon, filme baseado no livro da Becky Albertalli, e escritoras de YA e literatura infantil dos EUA relatam situações que viveram e se pronunciam contra assédio na comunidade literária!

Poster e Data de Estreia de Com Amor, Simon

No dia 08 de fevereiro, a 20th Century Fox revelou nas redes sociais o poster nacional de Com Amor, Simon, filme baseado no livro bestseller da Becky Albertalli.

O filme estreará no Brasil no dia 22 de março, quase uma semana depois do lançamento nos EUA, previsto para dia 16 de março. Simon Spear será interpretado por Nick Robinson (A 5ª Onda e Tudo e Todas as Coisas), contando também com Katherine Langford (13 Reasons Why) como Leah Burke, Jennifer Garner (De Repente 30) como Emily SpearJosh Duhamel (Transformers) como Jack Spear, Logan Miller (Before I Fall) como Martin AddisonTony Hale (Veep) como Mr. Worth, entre outros.

Autoras se manifestação contra assédio na Comunidade Literária

A discussão sobre assédio na comunidade de literatura infantil e YA nos EUA tomou força esta semana a partir da publicação de um artigo da autora Anne Ursu.

O artigo sem citar nomes coloca trechos de autoras contando suas experiências na indústria e como situações de assédio, como comentários inadequados, olhares e toques invasivos, acabam as afastando e impedindo sua socialização dentro da indústria.

No twitter, o artigo repercutiu a partir de uma série de postagens da autora Ally Condie, conhecida pela Trilogia Matched. A autora citou 4 situações de assédio que vivenciou durante mais de 10 anos de debut. Ela disse que um autor homem que estava apresentando um painel com ela colocou as mãos nas pernas dela por de baixo da mesa. Afirmando que foi uma situação da qual ela não podia escapar sem dar a entender ao público o que estava acontecendo ali. Relatou também que um autor popular, bestselling, esfregou a mão no braço dela quando compartilhava uma sessão de autógrafos e deu o telefone dele para ela para eles “conversarem mais tarde”. Na terceira ocasião, ela estava na festa de um evento literário quando um autor bêbado perguntou “O que seu marido acha que estamos fazendo agora?”. Na quarta situação, um autor homem bestseller do NYT descobriu o número do quarto de hotel dela (sem ela saber) e bateu na porta dela à noite para “conversar”.

Condie disse todos os homens das situações eram casados e também sabiam que ela era casada, que essas foram apenas alguns situações que já vivenciou nas quais se sentiu pequena e intimidada por homens na indústria.

Vários autores e autoras elogiaram sua coragem em falar sobre os assédios e prestaram solidariedade a ela.

A autora Victoria Aveyard (A Rainha Vermelha) também tuitou sobre o assunto, afirmando que todos estão pensando nos mesmos homens, as mesmas situações, e nos mesmos momentos em que perceberam que não são colegas deles, e sim presas.

Maureen Johnson (autora de O Nome da Estrela) mandou um recado para um assediador conhecido em YA, afirmando que todos sabem quem ele é e que ela espera que ele esteja com medo, neste momento.

A escritora Gwenda Bond (Lois Lane) relembrou que 5 anos atrás o autor John Scalzi (Guerra do Velho) criou políticas anti-assédio em eventos e conferências de livros de ficção científica e fantasia nos EUA, e que tais políticas precisam ser adotadas na convenções de YA e literatura infantil.

A escritora Laurie Halse Anderson (Fale! e Garotas de Vidro) elogiou no twitter a ideia de Gwenda Bond de trazer as políticas anti-assédio criadas por Scalzi para as demais conferências de literatura e relatou que irá escrever para as conferências que participará em 2018 afirmando que só irá em eventos que implementarem tais políticas.

A maioria das pessoas novas ou de fora da indústria pedem por nomes, porém se em Hollywood, que é a indústria que mais movimenta dinheiro no mundo, as mulheres ainda têm medo de falar os nomes de seus agressores por falta de condições para lidar com as consequências disso, imagina na indústria da literatura…

 

 

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